Os Sacramentos do Serviço da Comunhão

O Sacramento da Ordem e o Sacramento do Matrimônio, estão ordenados à salvação de outrem. Se contribuem também para a salvação pessoal, isso acontece por meio do serviço aos outros. Conferem uma missão particular na Igreja e servem para a edificação do Povo de Deus.

Nesses sacramentos, os que já foram consagrados pelo Batismo e pala Confirmação para o sacerdócio comum de todos os fiéis podem receber consagrações específicas. Os que recebem o sacramento da Ordem são consagrados para ser, em nome de Cristo, pela palavra e pela graça de Deus, os pastores da Igreja. Por sua vez, os esposos cristãos, para cumprir dignamente os deveres de seu estado, são fortalecidos e como que consagrados por um sacramento especial.

SACRAMENTO DA ORDEM

 ordem

É um sacramento social que Cristo instituiu na Última Ceia. É um sacramento no qual Ele concede candidato ao sacerdócio o poder sacerdotal e lhe dá as graças para exercê-lo santamente.

O que é um Sacerdote?

É um homem como nós, sujeito a fraquezas, porém separado dos demais para o exercício da doação de Deus aos homens. O Sacerdote é o dispensador do amor de Deus aos homens.

É chamado de Pontífice = ponte – artifice: construtor de pontes; pontes que ligam o Céu à Terra; os homens à Deus; o eterno ao temporal; o pecado à misericórdia.

O sacerdote administra os sacramentos, sinais do amor de Deus aos homens.

O ministro do sacramento da Ordem é o Bispo. Em caso de impossibilidade, o Bispo delega esse poder a outro sacerdote.

Jesus Cristo deu aos apóstolos a plenitude do poder sacerdotal e estes transmitiram essa plenitude a outros, pela imposição das mãos.

Deste o tempo dos apóstolos, têm-se sagrado bispos e ordenado sacerdotes pela imposição das mãos e oração.

Pela ordenação Sacerdotal, Jesus Cristo confere o poder de:

Celebrar a Santíssima Eucaristia;

Administrar os sacramentos: Batismo, Reconciliação, Unção dos Enfermos, Matrimônio;

Administrar o sacramento da Crisma, quando receber delegação do senhor Bispo pela total impossibilidade deste;

Consagrar e benzer (pessoas e coisas).

Somente o sacerdote pode confessar e consagrar.

A ordenação Sacerdotal, imprime caráter que nunca se apaga. Chamamos de sinal indelével. Pela ordenação o sacerdote fica unido de modo especial a Jesus.

Ele é a extensão de Cristo entre os homens, amando-os e dispensando-lhes a salvação proporcionada por Jesus por meio da Igreja em seus Sacramentos.

O sacerdote jamais poderá perder o seu poder sacerdotal, a menos que seja dispensado pelos seus legítimos superiores através da ordem expressa do Santo Padre o Papa.

Jesus chama os jovens a seu serviço. Jovens de todas as nacionalidades, raças e cores. Eles devem ter requisitos básicos de cristãos verdadeiros:

– Fé viva e operante;

– Estar pronto ao sacrifício, até da própria vida, no serviço ao Deus que chama;

– Trabalhar pela salvação dos homens sem distinção de raça ou cor.

 

SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO

 

 sacramento_matrimonio

A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda, ordenada ao bem dos cônjuges e à geração e educação dos filhos, foi elevada, entre os que são batizados, à dignidade de sacramento, por Cristo Senhor.

Diz Jesus em Mt 19,6: “De modo que já não são dois, mas uma só carne”. Isso mostra uma unidade profunda de duas vidas, confirmadas pelo pacto conjugal, ou seja, o consentimento pessoal irrevogável.

O sacramento do Matrimônio significa a união de Cristo com a Igreja.

Concede aos esposos a graça de se amarem com o mesmo amor com que Cristo amou a sua Igreja. A graça do sacramento leva à perfeição o amor humano dos esposos, consolida sua unidade indissolúvel e os santifica no caminho da vida eterna. Se os cônjuges separam-se, divorciam-se, separam algo que Deus uniu. O novo casamento dos divorciados ainda em vida do legítimo cônjuge contraria o desígnio e a lei de Deus, que Cristo nos ensinou. Eles não estão separados da Igreja, mas não têm acesso à comunhão eucarística. Levarão vida cristã principalmente educando seus filhos na fé.

O lar cristão é o lugar onde os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o lar é chamado, com toda razão, de “Igreja doméstica”, comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e da caridade cristã.

É preciso lembrar, ainda, que há certas situações que invalidam o matrimônio, ou seja, os noivos se casam à vista de todos, mas na verdade o casamento não valeu. Esses casos são resolvidos pelo chamado “Tribunal Eclesiástico” das Províncias Eclesiásticas. Exemplo: dois primos em primeiro grau somente podem casar-se com a autorização do bispo ou dos padres autorizados por ele. Se os noivos-primos se casam sem essa autorização (sem a devida dispensa), o casamento não valeu, está nulo.

Finalmente é bom lembrar que até para o Matrimônio é necessário ter vocação, sem ela muitos casamentos fracassam.

Fonte:  Caminho de vida – Preparação para a Crisma.

Postado por Elke Lichtnow

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